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A atividade
de reflorestamento, muito importante para a
economia nacional, está inserida no setor
PRIMÁRIO Como qualquer empreendimento agrícola,
E deve ser amparada por uma estrutura racional,
porém, embasada em técnicas que têm se mostrado
adequadas em quaisquer outros setores:
indústria, comércio, navegação, inclusive
projetos agropecuários.
NesTe
contexto se insere a estrutura organizacional,
baseada nas atividades setoriais. Reflorestar, é
bom que se diga, não é como semear uma lavoura
para colher dentro de poucos dias, ou, no máximo
poucos meses. Nem é como engordar novilhos e
envia-los para o frigorífico dentro de poucos
meses. Aqui a atividade é de ciclo muito
longo.
Em certas
lavouras, como de café ou de laranja, o ciclo
pode chegar a alguns anos. No reflorestamento é
diferente. Dependendo da espécie plantada, o
ciclo pode chegar a quinze, vinte OU vinte e cinco
anos. Ou seja, é uma lavoura DE longo prazo e,
assim precisa ser tratada. Há necessidade de SE
estruturar o projeto baseado nestas premissas:
lavouras fundadas com horizonte longo, cuidados
permanentes, trabalhos de plantio, capina,
irrigação, adubação, uma atividade constante a
perder de vista. Podemos dizer que o projeto é
implantado girando em torno da safra fundada. Só
depois, com a safra já consolidada, o projeto
poderá englobar a atividade industrial e
comercial.
Não é
atrativo para quem deseja resultados a curto
prazo, mas, a longo prazo poderá ser tão
lucrativo como qualquer atividade produtiva bem
administrada. Repetimos: bem administrada. Para
isso, será preciso dotar o projeto de uma
estrutura organizacional que seja adequada às
necessidades: sem gigantismo e sem ineficiência.
Semelhante
projeto inclui setores importantes, como
mecanização, irrigação, transportes etc. Esses
setores, em todos os meses, terão seus custos
apropriados nas lavouras às quais prestaram
serviço, segundo a unidade de serviço mais
adequada. Pode ocorrer que um determinado
projeto tenha suas lavouras implantadas em mais
de uma propriedade. Nesse caso haverá
necessidade de registrar as operações ocorridas
em cada propriedade, bem como os custos de
manutenção ocorridos em cada uma. Os custos
apurados mês a mês deverão ser apropriados nas
contas representativas das diversas lavouras.
Isso passará de cada ano para o ano seguinte. Há
empresas que mantêm essas lavouras, já
produtivas, como safra fundada. Outras promovem
uma mudança na situação contábil. Uma vez que a
lavoura tenha chegado ao período produtivo,
passará a integrar o estoque de árvores aptas à
colheita. Haverá, também, necessidade de separar
o que são custos de plantio e de manutenção das
lavouras e custos incorridos na colheita: corte
e desbaste, transporte etc.
À medida em
que a colheita FOR se processando, seus valores
deverão ser baixados na respectiva lavoura, seja
ainda como safra fundada, seja como estoque de
árvores. Serão classificados e registrados todos
os dispêndios com as despesas administrativas,
de vendas, tributárias, com pessoal
(administrativo), financeiras,
extra-operacionais e despesas diversas, não
classificadas entre os demais grupos.
Da mesma
forma, as despesas da produção agrícola deverão
ser contabilizadas e controladas, mês a mês,
seguindo as mesmas rotinas adotadas em qualquer
outro setor produtivo. Como estamos tratando de
lavoura a longo prazo, esses custos irão se
acumulando, como produção incompleta, sendo esta
a contra-partida da lavoura fundada, até que
esta entre na fase produtiva. De igual modo
serão apurados os custos industriais, que
começam com o recebimento das toras em estado
bruto. A não ser que o projeto se destine a
vender somente as toras em seu estado natural,
normalmente também haverá a atividade
industrial, compreendida por uma serraria. Será
ali onde as toras serão cortadas segundo os
padrões aceitos pelos mercados interno e de
exportação. Serão obtidos os produtos, como
madeira pré-cortada, roliça, faqueada, serrada,
sementes etc.
Os custos de
produção deverão ser tratados com os mesmos
cuidados adotados em qualquer outra indústria.
Cada empresa adota o sistema que melhor atenda
suas necessidades. O importante será a apuração
dos custos em bases adequadas, de modo a
fornecer as informações necessárias a uma boa
gestão. E não poderia ser diferente, já que,
conhecendo os custos incorridos, a empresa
fixará o preço de venda dos seus produtos.
Haverá a
separação, com rigorosa classificação, do que
são materiais, mão-de-obra e gastos gerais de
produção. A produção em processo deverá receber
os custos que lhe forem imputados, e que tenham
sido registrados nos grupos anteriores
(materiais, mão-de-obra e gastos gerais de
produção). A partir daí deverá haver o registro
da produção obtida, mês a mês, com lançamentos
no estoque e na linha de produção da serraria, e
respectivas baixas no estoque de árvores em pé.
O registro das vendas não apresentará nenhuma
dificuldade, seguindo a rotina comum a diversos
setores de atividade.
Resumindo,
os custos se acumularão em cada lavoura, desde
safra em formação até safra fundada, entrando na
fase produtiva, quando a produção será baixada
do estoque de árvores em pé. Saindo da lavoura
passarão ao estoque de toras brutas entradas na
serraria, passando pelo processo industrial, que
dará outras formas e padrões. Daí passará a
integrar o estoque de produtos acabados, e, após
comercializados, também serão baixados do
estoque. O estoque de árvores passa, assim, ao
estoque da serraria, e, após o processo, ao
estoque de produtos acabados, de onde passará a
integrar o saldo de contas a receber por vendas
no mercado interno e pela exportação.
Há
divergências nas práticas adotadas no setor. A
principal delas está representada pela prática
da depreciação. Há empresas que registram a
safra fundada no imobilizado, por considera-la
cultura permanente. Enquanto depreciar os bens
do imobilizado constitui uma prática legal,
aceita por todos, o mesmo não se poderá dizer de
um bem que não é permanente e será objeto de
comercialização.
O estoque de
árvores se formará a partir de lavoura em
formação e lavoura fundada, acumulando custos ao
longo do tempo até à fase produtiva. À medida em
que a produção (colheita) irá se processando,
seus valores irão sendo baixados do estoque de
árvores, até zerar. Aí desaparecerá o caráter
permanente que lhe tem sido atribuído. A
ocorrência de possível saldo remanescente
indicará os ajustes acaso necessários.
O replantio
já é, a rigor, a formação de uma nova lavoura,
que só se tornará produtiva com mais 15, 20 ou
25 anos. Assim, depreciar uma lavoura que está
crescendo, amadurecendo, aumentando seu valor,
constitui prática inadequada. Mas, como não
existe um conceito universalmente aceito, o
mesmo podemos dizer dessa prática, que encontra
quem as defenda, mas que também tem, talvez em
maior número, quem a recuse.
PEDROSA, Carlos José.
A CONTABILIDADE EM PROJETOS DE REFLORESTAMENTO.
Universo Jurídico, Juiz de Fora, ano XI, 26 de
set. de 2005.
Disponivel
em: <
http://uj.novaprolink.com.br/doutrina/2286/A_CONTABILIDADE_EM_PROJETOS_DE_REFLORESTAMENTO
>. Acesso em: 09 de jan. de 2012. |

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SOS
Florestas / WWF Brasil
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Título:
Código Florestal - entenda o que
está em jogo
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com a reforma da nossa
legislação ambiental
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Ano:
2011
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Tamanho do arquivo:
494
Kb
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